sábado, 17 de fevereiro de 2018

Tecnologias para tornar sua alimentação mais saudável: RFID, RSSF e o conceito de FEFO

Acompanho com curiosidade e interesse o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao bem-estar.
São diversas as aplicações e em vários segmentos que nos acompanham durante a Vida que aqui atravessamos.
Uma delas - RFID - Identificação por Rádio Frequência sempre despertou particular atenção, pois permite, uma vez anexada a um produto, acompanhá-lo em todo seu ciclo.
Nas empresas em que atuo como consultor, sempre em busca de redução de desperdícios, melhorias de processos e afins, busco identificar se a adoção desta tecnologia poderá trazer benefícios aos envolvidos e, importante, permitir a rastreabilidade.

Hoje, naWEBgando no LinkedIn vi uma postagem feita por um amigo (ainda virtual, mas com café e papos logo mais) que trazia excelente trabalho sobre esta tecnologia.

Chama a atenção o foco no segmento de alimentação.
E mais interessante ainda, trata sobre o monitoramento da cadeia do frio.
Ou seja, dos alimentos que fazem parte de nosso dia a dia, tais como frutas, hortaliças, carnes, peixes, que compramos em supermercados e similares.

Espero que apreciem, pois trata de forma esplêndida da atual realidade, dos desafios e do que vêm vindo por aí, dentro dessa cadeia importante para nossa Vida e que, nem sempre, por necessidade ou gula, levamos em consideração.


Monitoramento da cadeia do frio:
novas tecnologias e recentes avanços


Monitoring the cold chain: new technologies and recent advances 

Resumo 
A economia, atualmente, é impulsionada pela alta competitividade, exigindo que os setores de produção e logística sejam ágeis, flexíveis e com capacidade de ação para a solução de dificuldades. 
A logística é de extrema importância para as operações das cadeias de alimentos perecíveis, como carnes, peixes, lácteos, frutas e produtos hortícolas, assim como para determinados produtos da indústria farmacêutica, como vacinas, biomedicamentos e hemoderivados, que necessitam do uso da cadeia do frio devido à sua perecibilidade. 
A temperatura é o fator mais importante para a conservação da qualidade e manutenção da vida útil destes produtos, sendo a refrigeração um dos métodos mais amplamente utilizados para retardar o desenvolvimento de vários fatores que conduzem à sua deterioração. 
Dentre os desafios para a melhoria de incertezas da cadeia do frio, há a mitigação de riscos de ruptura da mesma. 
Sabe-se que há variações inevitáveis das condições de conservação dos produtos durante as etapas da cadeia de frio, as quais causam alteração da vida útil de alimentos perecíveis. 
Seja no transporte ou nas câmaras frias de armazenagem, há flutuação de temperatura em torno da condição ideal, sendo que ainda hoje, na maioria dos sistemas, o monitoramento da temperatura é realizado por pouquíssimos sensores. 
Embora poucas tecnologias de monitoração de temperatura sejam utilizadas para inibir os riscos de perda de qualidade e obter a segurança alimentar, estas são utilizadas de forma independente, nos diferentes elos da cadeia logística do frio. 
Esses desafios têm impulsionado esforços de grupos de pesquisas de países desenvolvidos para o aperfeiçoamento de aplicações de rede de sensores sem fio (RSSF) e de identificação por radiofrequência (RFID), com base em dispositivos sensores. 
Este trabalho aborda aspectos importantes da aplicação destas novas tecnologias, que são capazes de detectar a condição destes produtos perecíveis em tempo real, durante as operações logísticas, possibilitando evitar a perda, melhorar a qualidade dos produtos perecíveis e reduzir os custos. 

Palavras-chave: Rede de sensores; RFID; Produtos perecíveis; Rastreabilidade; Segurança alimentar.



1 Introdução 

O Brasil tornou-se um dos maiores produtores do mundo de carne de aves, de bovinos e de suínos, com estimativa de exportação de 6,25 milhões de toneladas dessas três commodities, em 2014 (ABPA, 2015). 
Mercadorias, como carnes congeladas, frutas e hortaliças das costas oeste e leste da América do Sul, representam um papel importante no suprimento mundial de alimentos perecíveis. 
De acordo com Jedermann et al. (2014c), o volume de exportações de alimentos perecíveis no mundo alcança um valor superior a 800 bilhões de dólares, sendo que as perdas são estimadas acima de 30%

Estudo de White (2007), relativo ao monitoramento de transporte refrigerado de alimentos perecíveis, demonstrou que ocorre um aumento da temperatura acima da temperatura especificada em 30% das viagens do produtor ao Centro de Distribuição (CD) e, em 15%, nas viagens do CD para os locais de comercialização, no varejo. 
De acordo com Brand (2014), na última década, houve uma mudança acentuada no transporte de produtos perecíveis, de transporte aéreo para transporte marítimo, em contêineres refrigerados. 
Segundo Heidmann et al. (2013), o transporte em veículos refrigerados, tanto urbano como interurbano, pode constituir um ponto crítico na depreciação da qualidade do produto perecível, tendo em vista as variações de temperatura durante as operações de carregamento e descarga, ou mesmo durante todo o processo de transporte. 
Assim, de acordo com Tingman et al. (2010), cerca de um terço de alimentos frescos é descartado, devido às condições sanitárias e de conservação inadequadas, durante as etapas de distribuição. 
A característica do consumo imediato de frutas e vegetais decorrente de sua perecibilidade, principalmente de hortaliças folhosas e frutas tropicais, além de exigir controles rígidos de temperatura, requer uma logística rápida e eficiente (RUIZ-GARCIA, 2008). 
Desta maneira, Mejjaouli e Babiceanu (2015) afirmam que as cadeias de suprimentos de alimentos precisam ser cada vez mais ágeis, para atender às necessidades de evolução dos mercados e atender a normas de segurança de qualidade, como a rastreabilidade. 

Alguns dos desafios que surgem como decorrência inevitável dessa complexidade, são o monitoramento da vida útil e a mitigação de riscos de ruptura da cadeia do frio (LÜTJEN et al., 2013). 

Assim, o grande desafio é garantir uma “cadeia de frio” contínua, do produtor ao consumidor, reduzindo as perdas de qualidade dos produtos (CUIÑAS et al., 2014; RIZZO et al., 2011; RUIZ-GARCIA; LUNADEI, 2011). 
Segundo Haan et al. (2013), esta situação é mais grave no caso de produtos farmacêuticos, uma vez que alterações inadequadas de temperatura, mesmo por curtos intervalos de tempo, podem inibir a eficácia do produto ou mesmo torná-lo perigoso. 

A cadeia de frutas e hortaliças também apresenta uma grande complexidade, uma vez que os produtos possuem durabilidade diferentes, com diferentes exigências de temperatura, umidade etc., sendo necessário manter o frescor e a segurança dos alimentos em cada elo da cadeia logística, de modo a reduzir ao mínimo as perdas da qualidade, para satisfazer os clientes (AUNG; CHANG, 2014). 
Para as frutas e hortaliças, a manutenção da temperatura adequada é o fator mais importante e mais simples, para diminuir os processos de metabolismo que permanecem após a sua colheita e que conduzem à rápida deterioração. 
Em uma cadeia do frio, a vida útil, a qualidade e a segurança de frutas e hortaliças sofrem enorme influência dos fatores ambientais em todas as etapas da logística, especialmente da temperatura e da umidade relativa (AUNG; CHANG, 2014). 
O processo de deterioração é geralmente proporcional à taxa de seu metabolismo, estando diretamente relacionado à temperatura. 
Com a redução do metabolismo, ocorre o retardamento de alterações indesejáveis, como amolecimento e mudanças na textura e na cor, além de perda de água, que também conduz à perda de peso. 
Além disso, a conservação, nas condições ideais de temperatura, é essencial e constitui uma maneira eficaz de retardar o crescimento de microrganismos deteriorantes (KADER, 2002). 
De acordo com Ruiz-Garcia e Lunadei (2011), na logística de frutas e hortaliças, até 35% da carga é perdida durante o transporte, sendo, a principal causa desta perda, as condições insuficientes de manutenção e controle de temperatura. Ben-Tzur et al. (2015) afirmam que, embora certo número de tecnologias seja utilizado para manter a qualidade de produtos perecíveis, estas são utilizadas de forma independente nos diferentes elos da cadeia logística, não ocorrendo uma interação e continuidade das informações entre esses elos.

Assim, seria importante conhecer o histórico de temperatura do produto durante a sua cadeia logística; caso contrário, a vida útil é incerta (KETZENBERG; BLOEMHOF-RUWAARD, 2009). 
Segundo Ruiz-Garcia e Lunadei (2011), para diminuir os custos de logística de frutas e hortaliças, é essencial reduzir a quantidade de produtos que ficam expostos a condições inadequadas, para sua preservação durante o transporte e/ou entrepostos. 
Jedermann (2014) realçou a importância do monitoramento contínuo na cadeia de frutas e hortaliças, devido às variações inevitáveis durante as etapas da cadeia de frio, que, com certeza, causam a diminuição da vida útil. 
De acordo com Ruiz-Garcia et al. (2009), o desenvolvimento de tecnologias de sensores sem fio entrou em uma nova fase, com os avanços decorrentes de sensores de detecção cada vez menores, das inovações da tecnologia de radiofrequência e de circuitos digitais. 

Tecnologia de sensores sem fio refere-se à Rede de Sensores Sem Fio (RSSF) e identificação por radiofrequência (RFID), com base em dispositivos sensores (JEDERMANN et al., 2014c). 

Ruiz-Garcia e Lunadei (2010) relatam que um benefício importante dos sistemas RFID com sensores e RSSF é a visibilidade das condições de conservação localizadas, que tais tecnologias podem proporcionar ao longo de uma cadeia de alimentos. 
A coleta de dados, inclusive em tempo real, das condições de conservação de frutas e hortaliças durante as diferentes fases, desde a colheita até o consumidor, possibilita melhorar as operações, enviando alertas decorrentes de condições inadequadas de conservação, proporcionando o registro automático de dados para conformidade, além da redução de custos de seguros. 
Lütjen et al. (2013) afirmam que o conceito de “contêiner inteligente”, caracterizado pelo uso da tecnologia de rede de sensores no monitoramento mais preciso, e em tempo real, dos paletes de produtos em seu interior, representa uma nova forma de gestão no transporte de produtos perecíveis, a qual permite melhorar a sua eficiência, eliminando perdas.

Assim, os esforços de aperfeiçoamento do uso de tecnologia de sensores no monitoramento dos alimentos tende a crescer cada vez mais, como decorrência natural das exigências do mercado, para uma maior eficiência da cadeia logística. 


1.1 Tecnologia de RFID 

Os avanços atuais na tecnologia RFID com sensor, com recursos de data logger e com custos cada vez menores, têm proporcionado uma nova dimensão para a sua aplicação nas cadeias de alimentos, principalmente nas cadeias de alimentos perecíveis, cuja vida útil é curta (BADIA-MELIS et al., 2015). 

Além disso, a identificação automática da presença do produto e das condições de exposição, por meio de radiofrequência, permite maior confiabilidade e segurança da informação, e compartilhamento com todos os elos da cadeia de suprimentos (ZHANG; LI, 2012). 
Segundo Zou et al. (2014), a tecnologia de RFID é considerada como a próxima tecnologia de impacto a ser implantada nas diversas cadeias de abastecimento. 



Na Figura 1, está explicado o funcionamento de um sistema de monitoração com RFID, pelo envio da informação dos dados de um produto registrado na sua etiqueta. 
A informação nas etiquetas de RFID é captada por um conjunto de antenas e leitores, e interpretada pelo Middleware, por meio de radiofrequência, com a qual, ao contrário do código de barras, não há necessidade de se fazer escâner para cada embalagem próximo ao leitor ótico, evitando-se, também, o erro humano nessa ação (RUIZ-GARCIA, 2008; ZOU et al., 2014). 

RFID é um chip com memória, um meio de armazenamento e recuperação de dados, que transmite informações por meio de ondas eletromagnéticas, usando um circuito integrado compatível. 

Geralmente, as etiquetas RFID são classificadas em três categorias: 
passiva, semipassiva e ativa

As etiquetas passivas não têm qualquer fonte de energia, são ativadas por reflexão ou por modulação decorrente do campo eletromagnético emitido pelo leitor (RUIZ-GARCIA, 2008). 
As etiquetas passivas têm menor alcance de leitura (10 cm a 3 m), baixo custo e vida ilimitada (KUMARI et al., 2015). 
Estas etiquetas são aplicadas na maioria dos sistemas de identificação de produtos, devido ao seu baixo custo e dimensões reduzidas, uma vez que não requerem bateria. 
Etiquetas de RFID possuem frequências entre 125 kHz (baixa frequência) e 13,6 MHz (alta frequência), sendo que 900 MHz (UHF) são as mais comuns para sistemas passivos (ZOU et al., 2014). 

As etiquetas ativas são alimentadas com uma bateria própria e, portanto, estão sempre ativas. 
Estas podem comunicar-se com o leitor em qualquer momento, possuem maior alcance de leitura, aproximadamente 100 m, possuindo maior tamanho; seu custo situa-se entre 5 e 10 vezes acima do preço de etiquetas semipassivas (JEDERMANN et al., 2009). 

Já as etiquetas semipassivas têm uma fonte de energia (bateria) para alimentar o sensor e armazenar os dados no chip. 
Ao contrário da etiqueta ativa, estas são ativadas pelo campo eletromagnético gerado pelo leitor para a comunicação. 
A bateria permanece inativa até ser energizada pelo campo gerado a partir de um leitor. 
Este mecanismo poupa bateria e aumenta a vida da etiqueta (KUMARI et al., 2015). 


1.2 Tecnologia de rede de sensores sem fio - 

RSSF

A tecnologia de rede de sensores sem fio é uma evolução decorrente do avanço de tecnologias de medição, detecção, comunicação e de plataforma de dados em nuvem. 
A sua aplicação na cadeia do frio de produtos perecíveis possibilita o monitoramento de condições de conservação de alimentos que influenciam a sua vida útil, em toda a cadeia logística, proporcionando a tomada de decisões de forma mais eficiente (RUIZ-GARCIA et al., 2009). 
Neste contexto, a tecnologia de rede de sensores tem sido amplamente aplicada, como no desenvolvimento de contêineres inteligentes, nos quais sensores de temperatura, umidade relativa do ar e outros, distribuídos em todo o espaço interior, interagindo em rede, coletam as condições, transmitindo-as para um gateway (DITTMER et al., 2012; JEDERMANN et al., 2014a). 
Assim, redes de sensores sem fio consistem de um grande número de dispositivos sensores (nós sensores ou, simplesmente, sensores) distribuídos em uma região de interesse. 
Estes sensores ativos têm conectividade por radiofrequência e podem estar conectados em rede, alimentados por baterias com comunicação e funções de computação limitadas, exigindo um algoritmo para realizar a sua auto-organização no ambiente monitorado (GAO, 2011). 
Cada nó pode ser equipado com diferentes sensores, tais como de temperatura, umidade, gases etc. (GARCIA et al., 2010). 

De acordo com Kaushik e Singh (2013), há duas tecnologias de comunicação
disponíveis para RSSF: ZigBee e Bluetooth, operando dentro de bandas industriais, científicas e médicas (ISM), com frequência de 2,4 GHz, que oferecem licença livre para operação, enorme reserva de espectro e compatibilidade em nível mundial.

ZigBee 
É mais eficaz e econômica, em comparação com Bluetooth, com baixo consumo de energia. Em geral, com o aumento da frequência, aumenta-se a largura da banda, permitindo maiores taxas de dados, mas os requisitos de energia também são mais elevados e a distância de transmissão é consideravelmente mais curta (SHAN et al., 2004). 
A maioria das RSSFs opera na faixa de frequência de 2,4 GHz (GAO, 2011). Esta faixa de frequência proporciona certas vantagens: uma alta largura de banda de 83 MHz, pequenas antenas e disponibilidade de vários sensores de rádio com base no padrão IEEE 802.15.4. 
Para aplicações ao ar livre e em edificações, uma potência de transmissão de 1,0 mW é suficiente para conseguir um intervalo de transmissão entre 10 m e 100 m; no entanto, a propagação de sinal é amplamente impedida por alimentos que possuem altos teores de água (JEDERMANN et al., 2014c).

Bluetooth
(IEEE 802.15.1) foi desenvolvido como protocolo sem fio para comunicação de curto alcance nas redes de área pessoal sem fio (PAN), em substituição aos cabos para dispositivos móveis. 
Bluetooth usa a frequência de 868 e 915 MHz, e as bandas de rádio de 2,4 GHz (RUIZ-GARCIA et al., 2009).

2 Aplicações das tecnologias de monitoramento 

na cadeia do frio 

Fundamentado no conceito das tecnologias anteriormente apresentadas, foi feita uma revisão sobre aplicações de Tecnologias de Identificação por Radiofrequência e Tecnologias de Redes de Sensores Sem Fio, publicadas na última década. 

De acordo com Ogasawara e Yamasaki (2006), o uso de etiquetas RFID com sensores de temperatura em aplicações de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) na cadeia de frio, traz um gerenciamento eficaz do risco da temperatura, ao longo dos processos de transporte. 

Os avanços atuais na tecnologia RFID integrada a sensores têm proporcionado uma nova dimensão para a aplicação da tecnologia RFID nos sistemas de rastreabilidade de alimentos (BADIA-MELIS et al., 2015). 
Cuiñas et al. (2014) apresentaram estudos de projetos-piloto testando a capacidade da tecnologia de rede de sensores, para realizar a rastreabilidade em empresas de alimentos de vários setores: vinho, peixe e carne. 
Os autores concluíram que a utilização dessa tecnologia possibilita um fluxo constante de informação aos agentes de toda a cadeia, além de controlar os parâmetros críticos de conservação dos produtos e melhorar as informações de rastreabilidade da cadeia, estimando um retorno, em médio prazo, do investimento, entre quatro e cinco anos

Lang et al. (2011) afirmam que a utilização de RSSF em contêineres refrigerados, associada ao modelo de estimativa da vida de prateleira de frutas, permite estabelecer uma nova forma de gestão na logística: 

FEFO dinâmico (First Expire First Out).
Este modelo considera que o produto com menor vida de prateleira restante seja o primeiro a ser distribuído para a venda final. 

Jedermann (2014) relata que o monitoramento da temperatura em tempo real, associado com modelos que estimam a vida útil, possibilita ações proativas pelos gestores que proporcionam redução de perdas financeiras na cadeia do frio de alimentos perecíveis. 
Jedermann et al. (2009) observaram que perdas de produtos no transporte de alimentos podem ser diminuídas por meio de uma gestão de estoques com conceito dinâmico de vida útil em vez de uma data de validade fixa ou rotulada. 

Os autores relatam redução de perdas de qualidade de 16% para 8% no transporte de carnes e de 15% para 5% no transporte de peixes. 
Nascimento Nunes et al. (2014) analisaram a perda de qualidade em morangos, por meio do monitoramento da temperatura, desde a colheita até a distribuição para a venda no varejo. 
Ao compararem com uma distribuição sem o uso do monitoramento, considerando-se a ausência de informações de qualidade, concluíram que as perdas podem ser reduzidas de 37% para 23%. 
Jedermann et al. (2014b) relatam a aplicação de RSSF em teste-piloto, durante o transporte refrigerado de bananas em navios do Equador para a Alemanha, com transmissão de dados em tempo real, utilizando sensores de temperatura e umidade, atingindo o objetivo de redução de perda de qualidade de 5%.

Tingman et al. (2010) estimaram a vida de prateleira de filé de tilápia congelada monitorando a temperatura de transporte em contêiner, por meio de RFID com sensores de temperatura. 
Gras (2006) analisou o monitoramento de produtos congelados usando etiquetas RFID semipassivo e ativo, com sensores de temperatura. 
O trabalho experimental abrangeu quatro etapas da cadeia: produção, transporte, armazenamento e entrega
Os dados coletados eram enviados para uma plataforma de gestão da cadeia de frio. 
Amador et al. (2009) monitoraram, por meio de RFID, a temperatura de transporte de abacaxis Crownless, a partir de um packing house da Costa Rica até o CD de uma empresa nos EUA. Os resultados mostraram que as precisões de leitura da temperatura das etiquetas RFID com sensor foram análogas às de data logger, mas apresentaram maior eficiência porque permitiram rápida leitura e melhor aquisição dos dados do ambiente refrigerado, além da possibilidade de acessar os dados coletados em qualquer ponto da cadeia de distribuição.

A cadeia logística de peixe fresco foi monitorada por Abad et al. (2009), por meio de etiqueta RFID, com sensores de luz, de temperatura e de umidade relativa. O sistema proporcionava informação em tempo real das condições de conservação do peixe, nos diferentes elos da cadeia de distribuição. 
A etiqueta RFID foi colocada no interior da caixa com o peixe, para garantir uma leitura mais precisa, sendo a leitura feita externamente, sem a necessidade de abertura da caixa de peixe. 

Jedermann et al. (2009), em projeto-piloto, monitoraram 16 caminhões com multicompartimentos refrigerados usando RFID semipassivo, com sensores de temperatura para detectar gradientes de temperatura. 
Os autores concluíram que as etiquetas semipassivas podem ser usadas para monitorar a temperatura de alimentos refrigerados, identificar áreas problemáticas e antecipar a solução dos problemas com a emissão de alarmes, sendo boas ferramentas com adequado custo-benefício. 
Mainetti et al. (2013) utilizaram a tecnologia de radiofrequência, RFID e

NFC (Near Field Communication)

para a rastreabilidade e o acompanhamento de uma cadeia de abastecimento de hortaliças minimamente processadas, desde a produção até a gôndola do supermercado, nas operações de empresa de varejo italiana. 
A análise realizada destacou aspectos críticos da gestão da cadeia de abastecimento, definindo a reengenharia dos processos. 
O modelo de reengenharia foi concebido tendo em vista a exploração das potencialidades do uso combinado de tecnologia de radiofrequência, RFID e NFC, associadas às normas de padrão EPC (Eletronic Product Code)

A Rede de Supermercado Shuitema da Holanda, em 2007, iniciou o monitoramento da temperatura de hortaliças com RFID, desde a produção agrícola até a gôndola do supermercado. Com as vantagens constatadas, o projeto foi implementado para todos os fornecedores e em toda a rede de supermercado. Utilizaram etiquetas RFID padrão EPC Gen 2 UHF (SWEDBERG, 2007). 

A empresa BT9, na Inglaterra, relata uma economia de 400 mil dólares após a realização de 253 transportes de cerejas em contêineres marítimos refrigerados, consequência da implantação de um sistema de monitoramento com rede de sensores, associado a um sistema de gestão FEFO (First Expire First Out) (BT9-TECH, 2015). 

De acordo com Violino (2013), a empresa varejista britânica, Marks & Spencer, aplica etiquetas RFID reutilizáveis para a rastreabilidade de alimentos frescos, em sua cadeia de suprimentos. 

Da mesma forma, Hy-Vee, rede de supermercados dos EUA, monitora os alimentos resfriados em sua cadeia por meio de chips RFID, com sensores de temperatura (ZAINO, 2014). 

Segundo Costa et al. (2013), aplicações de RFID na rastreabilidade da indústria agroalimentar são principalmente direcionadas para a cadeia da produção/distribuição, desde a produção até a sua comercialização final.

3 Desafios de aplicação e tendências 

Em cadeias de distribuição de alimentos, um obstáculo para a aplicação de sensores de RF (RSSF e RFID) é a resistência que determinados fatores ambientais (presença de água e metais) causam à propagação das ondas eletromagnéticas, conforme a frequência utilizada (AMADOR et al., 2009).

Segundo Jedermann et al. (2014c), o alto teor de água de frutas e hortaliças impede a propagação das ondas de rádio. A distância de propagação pode ser menor do que 0,5 m (JEDERMANN et al., 2011). Mesmo sensores instalados na superfície de paletes de frutas e hortaliças podem ser afetados pelo mesmo problema, dependendo do espaço livre entre os paletes e as paredes do contêiner, sendo necessária uma análise para cada aplicação (JEDERMANN et al., 2014c). 
Ruiz-Garcia et al. (2010) constataram a não operabilidade de sensores localizados na parte inferior e no centro dos paletes, durante monitoramento da temperatura de alfaces, acondicionados em contêiner refrigerado de caminhão com 28 paletes em seu interior. Apenas sensores localizados na parte superior dos paletes mantiveram-se em operação. 
Também Kumari et al. (2015) afirmam que fatores ambientais, como poeira, umidade relativa alta, temperaturas extremas, presença de objetos metálicos e alto teor de água nos produtos, afetam o desempenho de sistemas de RFID

Um segundo desafio diz respeito a protocolos de comunicação utilizados para uma rede de sensores local e a sua compatibilidade com outras redes empregadas nos diferentes elos das cadeias logísticas. 
Sistemas disponíveis no mercado usam principalmente protocolos proprietários de transportes, para monitorar individualmente. 
Entretanto, uma cadeia de fornecimento requer um nível elevado de compatibilidade entre os sensores e dispositivos de diferentes fabricantes de sistemas de transmissão de dados (JEDERMANN et al., 2014c). 
Há também esforços em andamento para unificação de normas de RFID, cujos protocolos dominantes no mercado atualmente pertencem às organizações EPC global e ISO (KUMARI et al., 2015). 

De acordo com Zou et al. (2014), as pesquisas em desenvolvimento de etiquetas inteligentes de RFID, ligadas em rede com multifuncionalidades, possibilitarão um grande avanço para logística inteligente de alimentos. 

4 Conclusão 

Nos Centros de Distribuição de alimentos perecíveis no Brasil, que exigem a cadeia do frio, a análise da qualidade é fundamentada em sistemas convencionais, com base em uma abordagem das características dos produtos, observadas no recebimento e sem um histórico real ou confiável de informações das condições de conservação, em toda a cadeia do frio. 
No entanto, as variações das condições de conservação que, inevitavelmente, ocorrem na cadeia do frio destes produtos perecíveis alteram a realidade de sua qualidade e, consequentemente, da vida útil prevista durante a colheita ou produção, exercendo uma grande influência nas perdas de produtos. 

A competitividade dos mercados globais tem exigido uma logística com prazos menores, com informações transparentes e sistemas que ofereçam segurança dos alimentos e da conservação da qualidade destes produtos frescos. 
Desta maneira, a implementação de sistemas de monitoramento na cadeia do frio com RFID e RSSF, associada a modelos inteligentes de estimativa dinâmica da vida útil, apresenta um grande potencial de utilização em cadeias que já se encontram mais organizadas, inclusive possibilitando atender às crescentes exigências de rastreabilidade de produtos e de sistemas de qualidade de alimentos. 
Além disso, as tecnologias de RFID e RSSF têm permitido a introdução de sistemas de gestão inteligente, FEFO, substituindo o conceito atual de FIFO (First In First Out), e sendo já utilizado por cadeias de supermercados europeus na gestão de abastecimento de suas redes, trazendo maior rentabilidade. 
Para tanto, a utilização destas tecnologias, de forma a se tornarem rentáveis, exige análises detalhadas dos processos para que a relação custo/benefício possa ser atendida.

Incrível, concorda?
Mostra que nós, brasileiros, não devemos nada a nenhum outro povo e, estamos envolvidos e trabalhamos forte também em pesquisas e desenvolvimentos de soluções para um mundo melhor.
E que, com as pesquisas e testes-pilotos em movimento sincronizado, creio que muito em breve estaremos melhor atendidos quando o assunto é alimentação que atravessa esta ¨cadeia do frio¨ com mais sabor, textura, cor e garantia dos nutrientes que cada um destes alimentos nos fornecem, para manter firme e forte o Corpo Físico.
SAÚDE, SYN!

Fontes:
Artigo completo em SCIELO:
http://bit.ly/2swhGL2 
Página do Brazilian Journal of Food Tecnology em SCIELO:
http://bit.ly/2sIfnoD

PS: Se gostou, compartilhe com sua rede de contatos aí na empresa e nas redes sociais. Se tiver dúvidas ou queira compartilhar suas sensações, deixe seu comentário e conversamos. Syn! Vibro que aprecie muito!

curta.contate.siga.vamos.juntos
     

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

#CambiaBrasil Movimento Brasil 200 - resposta que merece registrar e compartilhar - ¨Liberdade ou Morte¨

A seriedade com que o Movimento Brasil 200 - clique aqui para conhecer seu lançamento - foi apresentado pelo empresário e trabalhador competente Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, no último dia 17 de janeiro de 2018 - e que recebe meu apoio e espero o seu também, começa a produzir seus primeiros efeitos... e óbvio, atinge, com grande primor, uma ¨facção¨ das classes mais podres deste nosso Brasil - os políticos da esquerda - que assim como os demais que nelas estão, mamam nas tetas dos #PodresPoderes como sanguessugas e escravocratas do século XVII.

Se você pretende construir uma jornada que lhe traga prosperidade, abundância, respeito, transparência, compliance ativo e muita disciplina e certeza de que está na rota certa para conquistar suas metas - ou seja empreender - então vai compreender o que significa, após assistir a resposta dada hoje por ele (veja abaixo o vídeo) e, conhecer a grandiosidade deste Movimento Brasil 200.

É só o começo - e como tal, vai requerer determinação, ações dirigidas e demonstrações da verdade e da realidade - dessa mudança, tão necessária e fundamental para tornar nosso Brasil continental em uma verdadeira sociedade livre e democrática.

Assista com seus sensos bem alertas e deixe seus comentários.

Sucesso, Avante e Vamos juntos mudar definitivamente este maravilhoso pedaço do planeta, chamado Brasil.



Eis meu senso de colaboração política, junto ao governo federal, que busca nos convencer da importância da Reforma da Previdência.
Sinceramente, até poderá ocorrer, mas não neste momento.
Para mim, o que é fundamental em termos de Reformas Públicas imediatas são:

Reforma Tributária.
Reforma Fiscal.
Reforma Política.
Correção da Tabela do Imposto de Renda PF.

Um vez realizadas - de forma a equilibrar e traduzir nossa realidade a todo e qualquer cidadão brasileiro - daí voltamos a esta, também importante, Reforma da Previdência.



PS: Se gostou, compartilhe com sua rede de contatos aí na empresa e nas redes sociais. Se tiver dúvidas ou queira compartilhar suas sensações, deixe seu comentário e conversamos. Syn! Vibro que aprecie muito!

curta.contate.siga.vamos.juntos
     

sábado, 20 de janeiro de 2018

#CambiaBrasil Movimento Brasil 200 - eu apoio e espero que você também - ¨Liberdade ou Morte¨

Minha formação profissional é engenharia de produção e analista e auditor de sistemas, ambas terminadas na década de 80 do século XX, sendo a engenharia em 1983 e a de analista e auditor de sistemas em 1986.

Lá se vão mais de 32 anos de trabalhos e muito aprendizado.
E continuo sendo Eterno Aprendiz, como bem nos canta Gonzaguinha na música ¨O que é, O que é?¨.

Me considero um generalista, e isso me permite naWEBgar nos mais variados temas da humanidade... e ampliar minhas percepções para fluir como engenheiro holístico.

E também sou especialista, ao sempre estar a pesquisar o Senso Sistêmico, com foco em gestão operacional e suas ramificações e interligações.

E cá estamos, em janeiro de 2018.
E ao término da terceira semana das cinquenta e duas deste ciclo anual.

Não sou economista. Mas vou arriscar meu senso social:
O governo federal busca nos convencer da importância da Reforma da Previdência.
Sinceramente, até poderá ocorrer, mas não neste momento.
Para mim, o que é fundamental em termos de Reformas públicas são:

Reforma Tributária.
Reforma Fiscal.
Reforma Política.
Correção da Tabela do Imposto de Renda PF.

Um vez realizadas - de forma a equilibrar e traduzir nossa realidade a todo e qualquer cidadão brasileiro - daí voltamos a esta, também importante, Reforma da Previdência.

Sem elas, as quatro acima, vamos continuar a ter o ¨cobertor pequeno¨ enquanto alguns privilegiados públicos continuam com ¨cobertores master king plus¨. E, como tem sido.... às nossas custas.

E mais, teremos eleições para presidente, deputados, senadores e governadores em outubro.
Mais um passo na jornada brasileira, para a construção da democracia.
E aqui... sinceramente, confesso... não votarei, assim como fiz na anterior, em 2016.
Para mim, que me considero um democrata, urnas eletrônicas sem impressão do voto, sem que se possa consultar ao menos sua votação on-line, são extremos e gritantes sinais de manipulação tecnológica de votos (ponto).

Quero também deixar registro de um fato, que considero mais um marco e nova busca de ¨acordar quem trabalha sério e vota¨ .

O manifesto apresentado por Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, em Nova Iorque, dia 17 de janeiro de 2018, durante a NRF2018, e que vai transcrito abaixo (os negritos no manifesto, são meus):





"Liberdade ou Morte!" 

Dono da Riachuelo lança manifesto político por presidente liberal

O manifesto através de uma carta assinada por grandes empresários, onde o líder do grupo Riachuelo, Flávio Rocha lança o movimento ¨Brasil 200 anos¨, repercute no país.
Flávio Rocha, que já foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte e tem o nome cotado para presidente ou vice, deixou claro que não será candidato.
Confira abaixo a carta e o vídeo do lançamento do movimento.

Prezados Amigos,

É uma grande alegria estar aqui com você na maior feira de varejo do mundo, neste momento tão especial em que o varejo brasileiro começa a mostrar sinais de recuperação. 
Somos duros na queda, resilientes, e estamos aqui para dizer ao mundo que não desistimos do Brasil.
Não tenho dúvida de que é o trabalho duro, o brilhantismo e o compromisso com o Brasil de todos vocês que permite que um país mergulhado na pior crise econômica e também ética e moral da sua história possa ter um pouco de esperança. 
Meus mais sinceros parabéns a todos vocês por esse resultado.
Minha mensagem para vocês hoje não é apenas para aplaudir os bons números da economia e do varejo mas para lembrar como a recuperação econômica do Brasil ainda é frágil, como ainda somos vulneráveis, como cada pequeno avanço que estamos fazendo pode nos deixar esquecer o tamanho do abismo que está logo na esquina.
O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s na semana passada foi um duro lembrete de quanto ainda temos que caminhar para um crescimento realmente sustentável e que abra mais oportunidades para um país com mais de 12 milhões de desempregados
Cada desempregado é um drama de todos nós, uma família desestruturada, uma vida em compasso de espera, um brasileiro que tem problemas para prover para si e para sua família.
A leve recuperação do Brasil atual não pode significar, de forma alguma, o esquecimento de como chegamos até aqui.
O Brasil é um país sem memória, mas não é possível que em pleno ano eleitoral não se fale a cada oportunidade, todos os dias, do período nefasto de quase 15 anos em que uma quadrilha saqueou o Brasil, aparelhou as instituições, usou bancos e obras públicas para enriquecimento privado numa proporção jamais vista e que, espero, nunca mais aconteça.
Não há nada de casual na crise brasileira.
Desde 2009, quando nasceu a famigerada e insana “Nova Matriz Econômica”, o Brasil foi jogado num buraco que ainda levaremos muitos anos para sair. 
E nós varejistas sabemos isso como ninguém, sabemos da dificuldade do povo brasileiro de manter seu nome limpo, de pagar suas contas, de ter condições mínimas de consumo.
O Brasil hoje não tem um governo, é o governo que tem um país que vive para sustentar sua gastança, seu desperdício, seu endividamento, seus ralos bilionários de corrupção e clientelismo, suas regulações insanas, seu intervencionismo retrógrado, sua aversão ao liberalismo e ao empreendedorismo, seu paternalismo autoritário, sua incompetência criminosa e sua fome insaciável por poder, dinheiro e ingerência na vida do cidadão e das empresas.
É preciso dar um basta!
O livre mercado não é apenas a melhor arma contra a pobreza, é a única.
Todos nós, em algum momento da vida, precisamos fazer uma escolha: ou estamos ao lado dos pobres ou da pobreza.
Ou temos amor aos mais necessitados ou temos ódio aos ricos.
São sentimentos incompatíveis. 
Se você é solidário ao pobres, faz tudo para que saiam da pobreza.
E é o livre mercado que pode gerar oportunidades e riqueza para todos, especialmente os mais pobres.
Quando vamos aprender esta que é a mais básica das lições da história?
Se você quer o melhor para os pobres, você luta por uma sociedade mais livre, que crie mais riquezas e oportunidades para todos.
Se você odeia os ricos, você quer expropriar seus bens e destruir sua capacidade produtiva, jogando todos no caos e na miséria.
Há décadas que o Brasil optou por odiar os empreendedores, os investidores, os inovadores e os resultados falam por si.
Agora é hora de mostrar que é possível um outro caminho.
O próximo presidente governará o país de janeiro de 2019 até o final de 2022.
Numa dessas coincidências mágicas, 2022 é exatamente o ano em que o país completará 200 anos do dia em que, às margens do Rio Ipiranga, Pedro I deu o grito que tornou o Brasil uma nação independente de Portugal.
Quero sugerir a todos vocês que chegou a hora de uma nova independência: é preciso tirar o estado das costas da sociedade, do cidadão, dos empreendedores, que estão sufocados e não aguentam mais seu peso.
Chegou o momento da independência de cada um de nós das garras governamentais.
Liberdade ou morte!
É por isso que estou lançando, junto com outras lideranças da sociedade civil, o movimento Brasil 200 anos.
Nós queremos que você diga que país espera para 2022, como você quer o Brasil na comemoração dos seus 200 anos, ao final do mandato dos candidatos eleitos este ano.
2022 começa em 2018, os 200 anos do Brasil começam aqui e agora.
Em quatro anos não é possível fazer tudo, mas é possível fazer muito.
Estamos conversando com cidadãos brasileiros para que juntos tenhamos uma pauta comum para entregar aos candidatos ao executivo e ao legislativo com compromisso verdadeiro com a liberdade para que eles saibam, sem sombra de dúvidas, o que o Brasil espera deles.
Vamos contribuir com propostas, metas, dados, idéias e, claro, vamos cobrar a cada momento, durante os 4 anos que nos separam do bicentenário, o andamento da implementação destas propostas.
Não é possível que o líder das pesquisas no Brasil para presidente hoje seja, não apenas o maior responsável pela crise, como um criminoso condenado a 9 anos e meio de prisão em apenas um de inúmeros processos que responde.
Que mensagem o país está passando para a classe política e para o mundo?
Que aqui o crime compensa? 
Que o brasileiro aprova a roubalheira?
Não é possível que a lição, a mais dura de todas, não tenha sido aprendida.
Eu não espero que toda a imprensa, com honrosas exceções, tenha a isenção de reportar estes fatos durante a campanha, mas espero estar errado.
Foram quase 15 anos de uma farra de gastos públicos e créditos subsidiados para os amigos do rei, o que incluiu vários grupos de comunicação que infelizmente jogam contra a estabilidade econômica que estamos buscando hoje com tanta dificuldade, sonhando com a volta do dinheiro fácil.
A apropriação privada dos ganhos provenientes de empréstimos de pai para filho dos bancos públicos, infelizmente comprou corações e mentes nos últimos anos e muitos fingem não perceber os riscos da volta do projeto bolivariano e cleptomaníaco de poder ao comando do país.
Infelizmente a elite empresarial brasileira, da qual faço parte, não tem liderado como deveria o processo de tornar o Brasil um país mais livre, parte dela sócia do assalto ao estado com prejuízos incalculáveis para a população mais carente.
Sem uma elite comprometida de corpo e alma com o progresso, com o avanço institucional, com mais liberdade e menos intervencionismo, com a diminuição do estado hipertrofiado, não vamos a lugar algum.
Por mais que a Operação Lava Jato me orgulhe como cidadão, não tenho como não ficar triste por ver empresários que deveriam estar pensando nas próximas gerações de brasileiros, incluindo em seus próprios filhos, envolvidos nos piores escândalos de corrupção da nossa história.
Quantos empresários ainda vivem nas suas pequenas bolhas acreditando que podem tocar suas vidas e seus negócios sem se preocupar com a deteriorização do país, sem lutar pelas instituições, pela ética e pela democracia?
Mais cedo ou mais tarde, essa omissão baterá na porta de cada um de nós e cobrará a conta.
Os empresários e empreendedores do país devem ser os guardiões mais intransigentes da competitividade e da liberdade, pré-requisitos para a criação de riqueza que move a economia e a sociedade no caminho da prosperidade e da verdadeira justiça social, com autonomia, dignidade e oportunidades para todos.
Chegou a hora de pararmos de ser parte do problema e viramos parte da solução, e é essa a convocação que faço hoje para cada um de vocês.
Um país mais livre é também uma declaração de confiança ao nosso povo, uma prova de que juntos podemos construir mais oportunidades para todos, sem a intermediação nefasta da burocracia estatal.
Tenho certeza de que cada um de vocês vai tomar parte nessa luta que é de todos nós.
Tenho muita fé no Brasil e nos brasileiros, e provo isso saindo da minha zona de conforto e me expondo aqui para vocês na luta para devolver o Brasil aos seus verdadeiros donos, o povo brasileiro.
O cidadão independente é aquele que consegue estudar, trabalhar, empreender, gerar valor para a sociedade, para si e sua família, que participa voluntariamente da comunidade e que é solidário com quem precisa.
Peço a todos vocês que participem do Brasil 200 anos com sugestões, propostas, idéias e muito mais.
O Brasil 200 só tem um dono: o povo brasileiro, cada um de vocês.
Aqui em Nova York, na capital do mundo, podemos nos unir para refundar o Brasil em bases mais livres e solidárias, mais modernas e prósperas para todos.
É a minha ideologia, é o meu compromisso, e espero que seja o de vocês também.
Muito obrigado!

A carta é assinada por empresários como Luiza Trajano - Magazine Luiza, Sebastão Bomfim - Centauro, Alberto Saraiva - Habib´s, Sônia Hess - Dudalina e pelo apresentador de TV, Roberto Justus.
Eu apoio totalmente. Sou democrata. Sou liberal.
Já me inscrevi no canal do Movimento Brasil 220 no YouTube. Acesse e assista o vídeo de apresentação do movimento, vale cada segundo, syn!
E vamos avante, muito a fazer por um Brasil justo, ético e gerador de riquezas e oportunidades iguais a cada um.
Para assistir ao vídeo de Flávio Rocha e seu manifesto, clique aqui.
PS: Se gostou, compartilhe com sua rede de contatos aí na empresa e nas redes sociais. Se tiver dúvidas ou queira compartilhar suas sensações, deixe seu comentário e conversamos. Syn! Vibro que aprecie muito!

curta.contate.siga.vamos.juntos