quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gestão de Materiais – o "buraco negro" organizacional – Almoxarifado

Imagine a seguinte cena a seguir...
Parece tirada daqueles filmes de ficção científica, algo entre Alien o 8º. passageiro e Star Trek.
Vamos em frente.

O ambiente está carregado de prateleiras altas, corredores apertados, cantos escuros, luzes difusas e existe uma infinidade de peças, componentes, porcas e parafusos, materiais de consumo e de apoio, botas, capacetes, eletrodos, graxa, estopa, motores “guardados” e pessoas que se movimentam por entre estes corredores num vai e vem constante.

Observando-se à distância, constata-se que parecem estar fazendo algum tipo de balé ou dança indígena, pois andam, param, esticam as pernas, levantam os pescoços, os corpos e os braços, as mãos tateiam algo acima das cabeças, param, se viram, olham para baixo, se agacham, viram de um lado ao outro, tornam a se por de pé, balançam a cabeça (e alguns a coçam)... as feições de seus rostos são sempre uma mistura de confusão, de surpresa e de pavor... como se já tivessem passado mil vezes pelo mesmo cenário e ainda não conseguiram ter alguma forma de referência física que lhes dê uma dica, um sinal.


Às vezes parecem que estão brincando aquele jogo pedagógico de Quente, Morno e Frio, quando alguém esconde algo e pede para o outro achar, sinalizando verbalmente a situação de proximidade.


E para complicar e aterrorizar mais a cena é possível encontrar nessa caminhada fantástica entre corredores e caixas e pilhas alguns objetos tão surreais como a 1ª. churrasqueira do big boss, um triciclo com a roda torta que era do filho do dono quando tinha 6 anos (hoje, com 28 anos já ocupa um cargo de destaque na nave espacial... ops! na organização) sem falar naqueles amontoados de “alguma coisa” que foram usadas uma vez quando o patrão ainda era jovem e que como não tinha lugar melhor para por (e um apelo emocional), foi parar ali... num espaço dentro do buraco negro... ops! desculpem-me.... no almoxarifado.


Parece realmente um filme de ficção científica, mas se você puder visitar seu almoxarifado, esteja preparado, pois de repente pode se encontrar num cenário muito parecido com o acima.
E como a cada dia o planeta, as organizações, os mercados e você se modificam, se ampliam e se tornam mais e mais complexos (frutos da evolução de bilhões de anos) e adiciona-se a isso a taxativa presença imposta dos governos, de repente você pode descobrir que está pagando impostos elevados somente por ter um almoxarifado abarrotado de... muito pouco do que sua organização precisa de fato para produzir e muito muito do que pouco se aplica ao seu “core business”.


Isso demonstra que é preciso encarar de frente o desafio da gestão de materiais, para não ser penalizado com custos elevados por um despreparo quando se trata de comprar, receber, estocar, manter e aplicar materiais ao seu negócio, seja indústria, comércio ou serviço.
E isso começa com um almoxarifado limpo, bem iluminado, bem sinalizado, bem distribuído espacialmente, bem controlado em seus itens lá estocados, codificação clara, apoiado por um sistema de informação que permita manter o simples e complexo desafio de que a quantidade física seja idêntica à quantidade virtual, um apoio aos colaboradores que lá trabalham, entre outras importantes atividades, como padrões, regras e procedimentos.


Com isso feito, ganha-se e muito em Tempo, Qualidade e Custo, que vai refletir no resultado, concorda?

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